31 de março de 2010

Reflexão política enxuta (versão reduzida e modificada do texto "Esquerda-direita, volver!")

“Esquerda” como “oposta à direita” é idéia que veio no bojo das transformações das antigas línguas européias e encontrou pouso na Inglaterra do século XIII. Interessante notar que, naqueles tempos, “left” podia significar “limp” (mole), “dangle” (frouxo). Por outro lado, a “esquerda” encontrou o grego e o latim em posição distinta daquelas acima: do grego “aristeros”, retira-se o significado “o que é melhor”; do latim, “sinister”, oposto a “dexter”, acabava por ser palavra utilizada como “contrário, desfavorável”. Uma salada de significados.

Mas o sentido político só surge com “la gauche” da Revolução Francesa, em 1791, na Assembleia Nacional. Para entender a simplicidade e mesmo a beleza da origem, ajuda-nos Michel Vovelle: “A Assembléia Nacional reúne-se [...]: à direita ficam os contra-revolucionários e aristocratas, ou “negros”; no centro ficam os patriotas constitucionalistas, onde oradores como Mirabeau e Barnave se valorizam; e, à esquerda, alguns democratas, como Robespierre, se destacam.” (Vovelle, M. A Revolução Francesa explicada à minha neta. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 2005)

Parece clara a posição geográfica do grupo democrata. O diálogo não é apenas recomendável, mas saudável. Assim como as mãos, tão orgânica quanto a direita é a esquerda. São participações antagônicas e complementares, justamente por serem opostas e parte do jogo político.

Esse episódio, ao lado do movimento de Independência dos EUA, afirma que as nossas bases políticas têm em sua raiz movimentos de esquerda coerentes, contrários às arbitrariedades, privilégios e desigualdades de então. Os moldes do debate são da pluralidade de setores e cabeças.

Depois, o manifesto de Marx e Engels teve a pretensão de trazer a esperança de um mundo mais justo, uma vez sumidos os males da mais valia e de todos os outros jargões do discurso panfletário e incendiário dos diretórios acadêmicos. Mas fica a pergunta: isso é a esquerda? É claro que não.

A esquerda de Chávez não é a esquerda de Lula e nem é a esquerda que FHC professou por quase toda uma vida. Não existe apenas uma esquerda, tanto quanto não existe apenas uma direita. Tem pra todo gosto, melhores e piores.

Se “um seguidor de Jesus aderiria a um arremedo de plano da redenção” significa dizer que, ao afirmar-se de esquerda, o cristão substitui a verdade de Cristo por uma outra coisa, por “um outro evangelho”, concordo plenamente que um seguidor de Jesus nunca deveria encetar tal empresa. Mas, vistos os diálogos políticos, os planos de ação e as ideologias laicas norteadoras como, de fato, são, será que não se pode pensar um cristianismo autêntico que ampare o pobre, tente combater a fome e lute por justiça social, nas raias da igualdade, no melhor dos sentidos? É isso que é estar “ao lado de César”? Dificilmente...

Dizer que o comunismo carregue dentro de si máculas anti-cristãs, não me parece nada disparatado, tendo eu nascido de novo, tentando discernir coisas do espírito. Mas, num discurso que contrapõe esquerda e direita, dizer que é impossível uma luta coerente que leve Cristo a sério e utilize ferramentas distantes do panorama de direita; isso é demais. É muita miopia.

Norma Braga rejeita uma esquerda monolítica e dura. Eu também! Mas diante de uma esquerda multifacetada e plural (anarquista, socialista, comunista, socialista cristã, e até sócio-democrata), eu me sinto bem à vontade, pois não é um corpo doutrinário homogêneo oposto a Cristo.

Em relação a “o governo atual, honrando suas influências teóricas e suas alianças internacionais, busca cada vez mais controle sobre a sociedade”, como é isso? Que alianças internacionais de esquerda são essas? É alguma política do Itamaraty? Salvo engano, nosso maior parceiro comercial são os EUA, há muito. Temos boas relações com a Europa: recentemente, a Alemanha se disse arrependida por não ter dado a importância devida ao Brasil, assim como viera trabalhando a França.

Do que estamos falando aqui? Parece que esta é uma esquerda imaginária, mítica, facilmente apontada como radical, pobre e burra.

É em Atos dos Apóstolos que a célebre maneira de se ajuntar foi firmada: “tinham tudo em comum”. Isso, é certo, está a léguas do que viria a ser teorizado como comunismo. Mas, ao mesmo tempo, mostra que, independentemente de governos, posses e posturas econômicas, o ensinamento do nosso Senhor nos deve fazer andar em humildade para reconhecer nosso próximo como igual e compartilhar com ele do que temos. Essa é a boa e velha esquerda, que questiona o status quo.

O cristianismo já falou com voz política, falou grosso, pela boca de reis, do clero e de governos que, muitas vezes, esmagaram os mais pobres. Recentemente, a direita cristã americana justificava-se pela invasão ao Iraque. Da mesma forma, uma possível e esquizofrênica “esquerda única cristã” faria as mesmas ou piores atrocidades, com a mesma legitimidade, caso estivesse no poder. Estou convencido de que não é coisa boa misturar Estado, ideologia política e fé individual.

A conduta de um cristianismo vivo resulta, não de engajamento político e, muito menos, de afinidade ideológica com “o grupo certo”. Mas do Cristo, de uma vida de joelhos, em oração e meditação na Palavra de Deus, deixando que ela fale de um movimento que supere os lados, que supere as disputas, que, ao mesmo tempo, abarque e transcenda todos os discursos políticos antagônicos, complementares e necessários. O desafio é dar coerência a isso. Bravos são os que conseguem.

30 de março de 2010

Esquerda-direita, volver!

O texto abaixo é uma crítica ao texto "Por que não sou de esquerda" de Norma Braga, publicado na revista Ultimato, na seção "Deixe que Elas Mesmas Falem". Para acessá-lo, vá em http://normabraga.blogspot.com/2010/03/por-que-nao-sou-de-esquerda.html


Esquerda-direita, volver!

Se há uma virtude que vale a pena perseguir é a seguinte: a de escrever bem.

Norma Braga, que nunca conheci, detém esta virtude. Fala das coisas do cristianismo de forma pujante, vigorosa, com vontade mesmo de lhe conferir seu lugar real (ou, pelo menos, ideal) no mundo: no centro dos debates.

Contudo, no que me parece um visível arroubo de contrariedade em relação à cena política nacional atual, esta mesma autora lança-se a comentários que, ao meu ver de leigo, mas de pessoa interessada, são também amadores e mal colocados no que se refere ao que ela chama de “esquerda”. Portanto, eu diria que nada é mais justo do que, em meio ao amadorismo, eu também me lançar à crítica.

O primeiro ponto a se tratar é o da origem da palavra "esquerda" e suas designações que tenham referência, não a direções físicas, anatômicas ou cardeais, mas de claro viés político. Mas antes, é claro, deve-se tentar explicar o porquê da esquerda como a “sinistra”.

Ao que parece, na Inglaterra, desde o século XIII, surgiu a ideia de esquerda como “oposta à direita”, e até como “fraco, tolo”, sentido este que veio na esteira das transformações das palavras do Germânico antigo, do Holandês medieval, do Frísio, do Letão antigo e de toda sorte de outras variantes das antigas línguas do coração da Europa. Interessante notar que, naqueles tempos, diferentemente do que Norma nos faz pensar, “left” podia significar “limp” (mole), “dangle” (frouxo). Meu chute é que isso tudo tenha a ver com a inegável inabilidade de muitos destros em utilizar seus membros esquerdos.

Por outro lado, a “esquerda” encontrou o grego e o latim em posição distinta daquela esposada acima: do grego “aristeros”, retira-se, grosseiramente aqui, o significado “o que é melhor”; do latim, “sinister”, oposto a “dexter”, acabava por ser palavra utilizada como “contrário, desfavorável”, ao mesmo tempo que foi extrapolada para o italiano guardando o mesmo significado que é a nossa esquerda: esquerda.

Essa longa introdução pra dizer o seguinte: o sentido político só surge com “la gauche” da Revolução Francesa, em 1791, na Assembleia Nacional. Para entender a simplicidade e mesmo a beleza da origem, ajuda-nos Michel Vovelle:

“A destruição do Antigo Regime institucional e social era o prenúncio do importante texto da Declaração dos Direitos do Homem que apareceria algumas semanas mais tarde.

Foi a primeira etapa de um gigantesco trabalho de transformação e de renovação da França que essa Assembléia irá realizar.

Antes de relembrá-lo, vamos pôr as coisas em seu devido lugar. Trazida de Versalhes no dia 6 de outubro de 1789 por um cortejo de mulheres, a família real encontra-se agora em Paris, no Palácio das Tulherias. A Assembléia Nacional reúne-se próximo dali e começa a ter suas primeiras experiências políticas: ainda não se fala em partidos, mas os grupos já entram em confronto: à direita ficam os contra-revolucionários e aristocratas, ou “negros”; no centro ficam os patriotas constitucionalistas, onde oradores como Mirabeau e Barnave se valorizam; e, à esquerda, alguns democratas, como Robespierre, se destacam.” (Vovelle, M. A Revolução Francesa explicada à minha neta. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 2005)

Se só a mim, não sei, mas fica clara a posição geográfica do grupo democrata. Não só isso: a própria manifestação política que determinaria as bases de uma nova França e que daria à revolução um sentido, contava com, pelo menos, três grupos, de diferentes ideologias. Vovelle parece sugerir (à sua neta) que não é apenas recomendável, mas saudável, que haja pluralidade de engajamento político. Assim, tão orgânica quanto a direita, tão “braço” ou “mão” quanto a direita, é a esquerda. E, mesmo ali, há uma posição de centro. Todos no mesmo jogo político, com participações antagônicas e (por que não?) complementares, justamente por serem opostas.

A leitura mais crua que seja da formação da Assembleia Nacional francesa, ao lado do movimento de Independência dos EUA, faz saltar aos olhos que as nossas bases políticas, tomadas de empréstimo em algumas coisas, têm em sua raiz uma esquerda bastante coerente, oposta às arbitrariedades e privilégios do Antigo Regime. Democratas bem diferentes do DEM e de outros partidos organizados de direita de hoje. Antes de um governo, ou mesmo das definições de sua linha de atuação e direção, a discussão foi feita, ou pelo menos pretendida, nos moldes da pluralidade, da participação.

Mas não devemos ficar emperrados no final do tal “século das luzes.” Tanta água correu desde lá, que é impossível olhar a esquerda como monolítica. Andando pelo século XIX, é o trabalho de Marx e de Engels que alertará para o fantasma que assombra a Europa, um fantasma vermelho, bem mais desagradável que o “bom velhinho”. Falemos sobre isso apenas muito brevemente, pois o leitor já está farto de saber dos movimentos operários na Inglaterra e de todo o ‘furdunço’ comunista e socialista, que fez pipocar dezenas de movimentos revolucionários. Certamente não serei eu quem lhe instruirá.

Mas tomemos Marx, que morreu exatos cem anos antes de meu nascimento, e veremos que seu manifesto fez trazer a esperança de um mundo, quem sabe, mais justo, uma vez sumido o mal da religião, do Estado como invenção burguesa, da mais valia, etc. e todos os outros jargões do comunismo panfletário e incendiário dos professores do Ensino Médio, ou dos militantes de diretórios acadêmicos de humanas. Mas fica a pergunta: isso é a esquerda? Sim, por certo.

Mas cabe uma outra pergunta: isso é a esquerda? A resposta, tão sonora quanto a de cima é que não, não é!

Não há monólito na esquerda. Aliás, cabe dizer que nem mesmo nos exemplos da Norma Braga. A esquerda de Chávez não é a esquerda de Lula e nem é a esquerda que FHC professou por quase toda uma vida.

Vale dizer, a título de exemplo, que a República Popular da China rompeu com a União Soviética, símbolo maior do socialismo real e continuou comunista.

Assim, acho que fica claro que não existe uma (numeral) esquerda, tanto quanto não existe uma (também numeral) direita. Existem várias, pra todo gosto.

E é aqui que o caldo fica grosso. O que é que se quer dizer com “Em primeiro lugar, por que um seguidor de Jesus aderiria a um arremedo de plano da redenção?”

Se isso quiser dizer que o cristão substitui a verdade de Cristo por uma outra coisa, o evangelho por “um outro evangelho”, eu concordo plenamente que um seguidor de Jesus nunca deveria encetar tal empresa. Mas, vistos os diálogos políticos como são, os planos de ação como estão, e as ideologias norteadoras como de fato são, será que não se pode pensar um cristianismo autêntico que passe longe dos mecanismos sufocantes do livre mercado, que ampare o pobre, que tente combater a fome e lute por justiça social, nas raias da igualdade, ou algo bem parecido, pelo menos no melhor dos sentidos sociais?

Dizer que socialismo, como corrente ideológica, é “arremedo de cristianismo” e até, indo além, que um Mao Tse Tung é anticristo, embora eu tenha minhas reservas naturais a estes excessos, não me parece disparatado, sendo eu cristão, (re)nascido do Espírito, tentando discernir coisas do espírito.

Mas, no plano duro da política real, num discurso que, se não é, parece que claramente contrapõe esquerda e direita, me dizer que é impossível uma luta política coerente que leve Cristo a sério e utilize ferramentas adequadas, ou mesmo visões de mundo distantes do que parecem ser os ditos do “deus mercado”, isso é demais. É muita miopia.

Parece-me que Norma, com dedos mui delicados, uma mente bastante brilhante e num compromisso, imagino, realmente sincero de consagrar o cristianismo como visão de mundo suficiente para o cristão, escreve de modo a dar a ideia de um monólito duro e intransponível que seja “a” esquerda e, por isso, não quer ser dela. Bem, essa esquerda aí eu também não quero: a que é avessa ao cristianismo, matou milhares nos Estados Socialistas, em nome de um vazio. Fico juntinho da Norma Braga e, creio eu, de todos os cristãos autênticos que entenderam, receberam e creram no evangelho.

Mas, diante de uma esquerda multifacetada, plural e, bem... anárquica, socialista, comunista, socialista cristã, cristã socialista, sócio-democrata (por incrível que pareça, pelo menos no nome, isso é muito de esquerda), eu me sinto à vontade, pois não faz o menor sentido essa designação como um corpo doutrinário homogêneo, atualmente, no Brasil. O Lula de hoje é de esquerda? Fala sério... Todo mundo é neoliberal: esquerda, direita... Talvez, melhor nos sirvam os termos "oposição" e "situação", pois estes não revelam as mutantes ideologias.

Peguemos um trecho do texto que vale a pena ser lido de perto, com lupa: “De várias maneiras, o governo atual, honrando suas influências teóricas e suas alianças internacionais, busca cada vez mais controle sobre a sociedade.” Como é isso? Isso é piada... Que alianças internacionais de esquerda o Brasil está trazendo para si de maneira a controlar a nossa sociedade? Isso é uma política do Itamaraty, que faz questão de ser pragmático em suas relações e tão pouco ideológico quanto possível? Ou é coisa de mídia? Nosso maior parceiro comercial são os EUA, desde sempre. Temos tão boas relações com a Europa que, recentemente, o chanceler da Alemanha se disse arrependido por não ter dado a importância devida ao Brasil, assim como viera trabalhando a França. Os EUA nos ferram no negócio do algodão e a gente espera pra tomar as medidas legais da OMC. We’re gentlemen, ma’am. Enfim, diria, como protesto final, que a agenda do Lula é quase a mesma do FHC, só que um era mais elitista e o outro mais povão. Diferença ideológica, que honra influência teórica, com Henrique Meirelles, ex-presidente mundial do Bank of Boston, como Presidente do Banco Central (que em 2002 se candidatou pelo PSDB a deputado federal e ganhou)?

Enfim, de que esquerda estamos falando? De uma esquerda imaginária, mítica, que é a primeira a ser apontada como radical, pobre e burra; ou de outras muitas esquerdas reais, históricas, incoerentes no todo, sem objetivos idênticos e de difícil apontamento?

Se o artigo fosse “Por que não sou de algumas esquerdas”, eu, honestamente, permaneceria calado, mas como não foi o caso, achei difícil me segurar.

Por fim, pra não dizer que não falei das flores, a Bíblia nos fala do cristianismo primitivo, ou, como gostam os historiadores do Novo Testamento, do “seguimento de Jesus”, como uma comunidade nascente muito plural. Não vou entrar no mérito das milhares de alegações sobre as dezenas de “Jesus históricos” que supostamente teriam pisado a terra palestina. Mas, o povo que efetivamente seguia a Cristo era a gente pobre, rejeitada, o que os irmãos Stegemann chamam de "estrato rural inferior" em seu livro História Social do Protocristianismo. E é em Atos que a celebre maneira de se ajuntar foi firmada: “tinham tudo em comum”. Isso, é certo, está a léguas, léguas não, anos-luz do que viria a ser teorizado como comunismo. Mas, ao mesmo tempo, mostra que, independentemente de governos, Estados, posses, posturas econômicas, o ensinamento do nosso Senhor deve nos fazer andar em humildade suficiente para reconhecer nosso próximo como igual e a compartilhar com ele do que temos. Essa é a boa e velha esquerda de sempre. Essa é a revolução que se espera do cristianismo. Ainda, nas dimensões em que vivemos, não aconteceu, por culpa nossa.

Qualquer babeufismo, marxismo ou bakuninismo é pífio perto do cristianismo que se espera dos cristãos de Jesus, pois temos teoria, capacidade de mobilização voluntária, a própria chancela da verdade, e, não bastasse isso, o próprio Deus como líder supremo do único movimento que, antes de mudar conjunturas, passa pela mudança do coração. Entretanto, todas as vezes que o cristianismo falou com voz política, falou muito grosso, pela boca de reis, do clero e de governos que, muitas vezes, esmagaram os mais pobres. Até bem pouco tempo, a direita americana (bem cristã) estava lá invadindo o Iraque por razões avessas ao cristianismo, mas com uma desculpa informal de legitimidade santa. Da mesma forma, alguma possível esquizofrênica “esquerda única cristã” faria as mesmas ou piores atrocidades, com a mesma legitimidade, caso estivesse no poder. Ou seja, não há lado bom, quando se mistura Estado e ideologia religiosa oficial. Por isso, também tenho minhas dúvidas sobre a esquerda, mas ela dá um banho na direita.

Seria de se esperar uma esquerda cristã por vezes querendo reconduzir os caminhos do Espírito e uma direita sempre omissa, quando o Espírito sopra.

De verdade, resta mesmo, para uma conduta cristã real, uma vida de joelhos, em oração e meditação na Palavra de Deus, deixando que ela fale de um movimento que supere os lados, que supere as disputas.

Vil Homem Simples


"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai."(João 1,v. 14)
Sempre existiu algo intangível na Palavra. Mas isso já foi quebrado.