12 de agosto de 2009

Nada tão simples

Não se faz um dia, acendendo uma vela
E não se monta uma noite com uma lua de papel.
Muito menos há filho sem ter sido gerado,
Ou vida só por haver.

Não, não há nada que não tenha um quê de intrigante
Nada é tão simples,
Talvez somente um beijo de mãe.

Não se faz um castelo com apenas um tijolo,
Nem se convida o inverno pra entrar,
À porta de gente que tem frio e fome.
Não se dá o braço ao leão,
Ou o pescoço à corda.

Não, não há nada que não tenha um quê de intrigante
Nada é tão simples,
Talvez somente um beijo de mãe.


- Canção do baú (dos idos de 2000 e qualquer coisa), em homenagem ao Jacaman.

3 comentários:

Renner disse...

Semana das canções? Gostei sobretudo da primeira estrofe. Riquíssima e imagética. Saudades.

Pavarini disse...

muuuito obrigado pela gentileza do link, andré! =)

aproveitei a visita e me tornei seguidor do seu blog.

big abraço

vitrola disse...

Oiãm. rs

Eu gostei bastante, sobre.tudo (rs) dessa parte:
Não se dá o braço ao leão,
Ou o pescoço à corda.

Achei boa.
E tem ritmo. E isso é gostável.
Enfim. Resolvi alertá-lo qto a isso. rs

bjos

Vil Homem Simples


"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai."(João 1,v. 14)
Sempre existiu algo intangível na Palavra. Mas isso já foi quebrado.