23 de setembro de 2007

Da esperança

Eu queria dizer sobre esperança.
Não que eu entenda dela, ou mesmo que não a tenha depositado em coisas vãs.
Mas queria dizer, de dentro de mim, da esperença como sentimento e como espera. Espera, como quem aguarda bom desfecho.
Eu creio que ela é um resultado, se a virmos como expectativa da salvação das condições a que fomos submetidos no passado, ou como simples sonho de poesia vindoura num respirar profundo de anseios calados, do que mais se sente falta no coração humano: harmonia, paz, verdade, pureza e amor.
Destas coisas, confesso, entendo muitíssimo pouco, mas são sempre assuntos muitíssimo mais bem-vindos, como palavras, ou mesmo como realidade a existir e a limpar os vestígios de desespero da minha alma.
A esperança, creio como um pateta, vem de olhar a vida presente de pequenas ou grandes ruínas, de fracassos pessoais, das pequenas tragédias que, unidas, nos fazem uma sociedade toda carente e um sem rumo. "Ovelhas sem pastor".
A esperança, sutilmente, não nos dá garantia, mas é ela própria segura e sólida, plantada em terrenos férteis, pronta para crescer, dar frutos e ser colhida, no dia apropriado.
É ela um emblema cristão, do dia da vinda do Senhor, dos céus, do amor mais profundo e perfeito, que não tem nada a que se comparar em dias de fome, guerra e dissabores.
E, como quem espera, espero.


Vil Homem Simples


"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai."(João 1,v. 14)
Sempre existiu algo intangível na Palavra. Mas isso já foi quebrado.