7 de fevereiro de 2007

Um olhar no infinito

"Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?
Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna." (João 6; 67, 68)
Dói saber que, freqüentemente, ficamos agarrados a vidas superficiais, enjaulados em nós mesmos, sem muito pensar nas possibilidades, sem (estou muito tentado a citar C. S. Lewis) nos lançarmos ao infinito.

O "infinito absoluto", podemos tentar imaginar isso como algo além do próprio Universo, necessariamente contém o finito, seja isto qualquer outra coisa.
Nós somos qualquer outra coisa que não é infinita.
Entretanto, é tocante ver que o "infinito absoluto" resolve se instalar no finito, revogando qualquer lei que se pense irrevogável.
E alguém já disse, acertadamente, que o homem tem um buraco dentro de si. Basta-nos esticar este buraco para um tamanho e forma fora dos limites visíveis, que teremos noção da condição do homem sem Cristo.
Pedro tinha esta noção.
"Pra onde ir?" Como se afastar de quem é inafastável?
Entretanto, podemos lutar eternamente com Deus e insultá-lo, dando-lhe nomes que não o descrevem como Deus, mas, tão somente, como o "infinito absoluto", que preenche alguma lacuna de pensamentos lógicos existencialistas. Como se fosse uma verdade parcial. Algo que tem que existir, mas que não deveria incomodar.

Estive um mês longe de tudo o que poderia ser chamado de "casa". Cidade diferente, pessoas diferentes, numa espécie de alojamento, fazendo treinamento sobre um folheto que eu nunca tinha lido, ensaios, ensaios e ensaios, apresentações, testemunho, evangelhismo, pessoas encontrando Deus, choro, alegria, alegria, muita alegria.
Um mês para não ser esquecido nunca mais. Intenso.
Distância das minhas crises pessoais, dos conflitos por bobagens, dos desencontros com gente indecisa.
Um período de "busca por profundidade".
Um tempo de apreciar o infinito.
Um tempo de ver pessoas preenchendo seus buracos infinitos com a única coisa que genuinamente
os pode preencher. Pessoas que se viram não tendo mais para onde ir, recebendo as palavras de vida eterna.

O mundo, meus amigos, aguarda ansiosamente a revelação dos filhos de Deus, pra que vivamos de um jeito eterno.


3 comentários:

Thiago disse...

Bem-vindo de volta, meu amigo.
Deus continue te abençoando.

Preto disse...

Então é aqui que reside parte de seus pensamentos, não é? Ainda fico me perguntando o porquê da necessidade de fazer essas coisas tão públicas! Hehehhehe Brincadeira (ou neura) minha! Concordo quando vc disse que Janiero de 2007 foi intenso. IN-TEN-SO. Isso mesmo! I-N-T-E-N-S-O!
Profundo, desafiado. Igualzinho ao lance do buraco que cada um tem dentro de si. Bom texto!!

Adriana disse...

Eu tento comentar o conteúdo, mas eu não consigo deixar de me ater à forma... Eu acho demais o q vc faz com a estrutura. Por exemplo, o espaço duplo entre os dois textos (a princípio posso pensar em algo único, mas não o é) é fantástico. Para eu ligar um texto no outro, eu preciso colocar algo meu para fazer essa ligação e esse espaço duplo representa bem isso. O espaço pode remeter a muitas lacunas que podemos criar entre os intertextos e isso é bem pessoal e branco, porque cada um pode fazer do jeito que quiser. [O conteúdo é lindo e o que Deus está fazendo na sua vida também o é].

Vil Homem Simples


"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai."(João 1,v. 14)
Sempre existiu algo intangível na Palavra. Mas isso já foi quebrado.