16 de fevereiro de 2007

"Acho que os smurfs são Viagras."
- Débora Von Held Soares, minha irmã.

9 de fevereiro de 2007

Testemunho pessoal

Mais ou menos estas palavras foram as que eu falei em Recife nas apresentações da banda V do Avesso:

"Eu sempre busquei profundidade.
Eu nasci num lar cristão e cresci ouvindo diversas histórias da Bíblia e sempre tive noção de valores morais cristãos. Conforme crescia, escolhi meus próprios caminhos, com um misto de medo, encanto e desleixo em relação a Deus; mas com relativo sucesso nas minhas pequenas empreitadas. Eu tinha uma banda de rock que estava indo bem, um relacionamento amoroso com uma linda namorada, bons resultados acadêmicos e estabilidade em casa. Uma vida repleta de coisas boas, mas, eu diria, meio superficial.

É interessante ver como as circunstâncias da vida mudam.
Eu comecei meus estudos em Geologia. Mudei de curso e passei a fazer Engenharia Química. Ao mesmo tempo, minha namorada resolveu terminar o relacionamento e eu entrei em depressão. E junto desta desilusão, minhas notas despencaram.
Além disso, coisas alheias ao meu controle começaram a acontecer: meu avô morreu, um tio meu morreu e já havia morrido uma determinação minha em não usar drogas. Daí, vaguei um tempo pensando no sentido da vida e no terror da morte. Até que ouvi de meu pai que ele perdera toda a confiança em mim. E estas foram as palavras mais duras que ouvi em toda a minha vida.

Bem, era setembro de 2004, eu estava em casa, com toda a minha vida para consertar e eu nunca conseguiria fazer isso sozinho.
Foi então que eu fiz uma oração - a mais simples que fiz até hoje. Eu disse: "Deus, se o senhor existe mesmo, me salve!"
Eu reconheci que precisava de salvação e demorou muito tempo pra eu aceitar isso.
A partir dali, passei a ler a Bíblia com fé de que ela é a Palavra de Deus e de que Jesus Cristo é Deus.
E, incrivelmente, as "grandes questões da humanidade" todas têm, hoje, resposta: nós viemos de Deus, que nos fez com amor, para vivermos em amor com esse Deus maravilhoso, eternamente.
A confiança dos meus pais foi restaurada, tenho feito bons amigos e tenho cultivado virtudes e valores que realmente dão maior significado à minha vida.

E, se a vida é um oceano, não me afogo, mas mergulho, hoje, tranqüilo."

Se você chegou aqui neste post meio à deriva (pra não fugirmos à temática "aquática" do texto), primeiramente, muito prazer, meu nome é André von Held Soares e você já sabe um pouco da minha história. Em segundo lugar, eu gostaria de te desafiar a pensar que uma oração realmente mudou a minha vida do melhor modo possível e pode mudar a sua. Convide Cristo para viver contigo e eu te garanto que você não será decepcionado.

7 de fevereiro de 2007

Um olhar no infinito

"Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?
Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna." (João 6; 67, 68)
Dói saber que, freqüentemente, ficamos agarrados a vidas superficiais, enjaulados em nós mesmos, sem muito pensar nas possibilidades, sem (estou muito tentado a citar C. S. Lewis) nos lançarmos ao infinito.

O "infinito absoluto", podemos tentar imaginar isso como algo além do próprio Universo, necessariamente contém o finito, seja isto qualquer outra coisa.
Nós somos qualquer outra coisa que não é infinita.
Entretanto, é tocante ver que o "infinito absoluto" resolve se instalar no finito, revogando qualquer lei que se pense irrevogável.
E alguém já disse, acertadamente, que o homem tem um buraco dentro de si. Basta-nos esticar este buraco para um tamanho e forma fora dos limites visíveis, que teremos noção da condição do homem sem Cristo.
Pedro tinha esta noção.
"Pra onde ir?" Como se afastar de quem é inafastável?
Entretanto, podemos lutar eternamente com Deus e insultá-lo, dando-lhe nomes que não o descrevem como Deus, mas, tão somente, como o "infinito absoluto", que preenche alguma lacuna de pensamentos lógicos existencialistas. Como se fosse uma verdade parcial. Algo que tem que existir, mas que não deveria incomodar.

Estive um mês longe de tudo o que poderia ser chamado de "casa". Cidade diferente, pessoas diferentes, numa espécie de alojamento, fazendo treinamento sobre um folheto que eu nunca tinha lido, ensaios, ensaios e ensaios, apresentações, testemunho, evangelhismo, pessoas encontrando Deus, choro, alegria, alegria, muita alegria.
Um mês para não ser esquecido nunca mais. Intenso.
Distância das minhas crises pessoais, dos conflitos por bobagens, dos desencontros com gente indecisa.
Um período de "busca por profundidade".
Um tempo de apreciar o infinito.
Um tempo de ver pessoas preenchendo seus buracos infinitos com a única coisa que genuinamente
os pode preencher. Pessoas que se viram não tendo mais para onde ir, recebendo as palavras de vida eterna.

O mundo, meus amigos, aguarda ansiosamente a revelação dos filhos de Deus, pra que vivamos de um jeito eterno.


Vil Homem Simples


"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai."(João 1,v. 14)
Sempre existiu algo intangível na Palavra. Mas isso já foi quebrado.