22 de dezembro de 2005

É Natal, é Natal!!!

Por mais que nosso abençoado trópico nos indique apenas uma estação para a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, no resto do mundo em que faz frio (ou menos calor), existe uma diferença entre as estações do ano.
Para não ser discordante das convenções de moda, vamos citá-las na ordem em que aparecem as modelos magrinhas em seus modelitos de ocasião: primavera,verão (uma pequena pausa), outono, inverno.
Enfim, são esssas as 4 estações do ano, pra quem não sabe.
Ora, estas estações são manifestações temporais do movimento de translação da Terra em volta do Astro Rei, o nosso querido Sol.
Neste movimento, a terra descreve uma elipse, que, matematicamente, tem 2 focos. O Sol está, por mero acaso (dizem), num dos focos. Bem, pra quem se lembra de um pouco de Geometria Analítica, a elipse pode ser construída com o auxílio de um lápis, de 2 pregos (fixados nos focos) e um barbante (a ser preso nos pregos de modo a formar um triângulo com a ponta do lápis, enquanto este percorre o papel preso ao barbante). Com essa construção, nós vemos (sem matemática, com o olho mesmo) que existe um ponto em que a elipse está mais perto (periélio) de um de seus focos e outro em que está mais longe (afélio). Bem, naturalmente, deve haver tempos distintos em que o lápis vá passar por estes pontos, quando estiver no movimento de translação desta descrição elíptica.

Bem, o que isso tem a ver com o título deste texto?
A Terra descreve uma elipse em volta do Sol e, naturalmente, tem o mesmo comportamento que o lápis exibe em sua translação.
O dia em que ocorre o periélio, por causa do eixo inclinado de rotação de nosso planeta, é o dia mais curto para o Hemisfério Norte e é chamado de solstício de inverno (para o hemisfério Sul é de verão, o dia mais longo do ano). Este dia coincide com os dias 22 e 23 de dezembro.

Por causa disso, a data de 25 de dezembro, foi insttituída como uma manifestação cristã para tapar o Sol com a peneira, com a permissão do trocadilho.
Eram costume as festas pagãs que tinham por base cultos aos deuses que representavam o Sol durante este dia, em que ele ficava por menos tempo visível no céu dos nortistas. A razão mais provável de que a comemoração cristã tenha entrado no dia 25 é a de que "os primeiros cristãos desejaram que a data coincidisse com a festa pagã dos romanos dedicada "ao nascimento do sol inconquistado", que comemorava o solstício de inverno" (Enciclopédia Britânica). Havia também a Saturnália, começando em 17 de dezembro.
Isso era o que havia no ocidente. Em paragens orientais, Mitra, o deus iraniano "Sol da Virtude" era celebrado no dia 25.
A estes costumes que estavam sendo substituídos, somavam-se outros que foram ficando, como ritos teutônicos e celtas, com a penetração do Império na Gália, Grã-Bretanha e Europa Oriental.

Então, Libério, bispo romano, em 354, oficialmente instituiu a celebração do nascimento de nosso salvador por todo ocidente, o que foi posteriormente espraiado por todo o mundo de então. Mas o melhor ainda está por vir.

Num afã envangelístico sem muitos precedentes, os padres de outrora resolveram em seus corações (imagino) fazer a seguinte pregação:

"Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria." (Malaquias 4,v.2)

"Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida." (João 8,v.12)

Eu, particularmente, não gostava muito do Natal, até hoje, porque achava uma data de simbologias místicas e que não tem muito a ver com o Jesus que conheci e conheço.
Exemplo de maior marca do Natal de hoje é a corrida enlouquecida que as pessoas fazem pra consumir de tudo, nas lojas. Hoje, as pessoas são muito capitalizadas; especialmente em seus princípios.
Aliás, infelizmente, isso sempre vai ser assim... as pessoas colocando coisas pagãs com as coisas de Deus, a irreverência no meio do que é Santo, profanando tudo, rindo com a cara lavada e dizendo que não querem nada com o Senhor... é uma pena!
Bem, entretanto, os nossos padres de antanho mostraram que, de fato, a luz estava mais próxima do que se imaginava e que o Sol que nasceu em Belém realmente nasceu para todos, porque Deus amou o mundo de um modo tal incompreensível, para um Deus todo-poderoso.
De fato, continuo não gostando muito dos presentes excessivos (ninguém precisa me dar nada, por favor), não vou com a cara do Papai Noel (mas não chego a cantar a música dos Garotos Podres, xingando a mãe da lenda), não gosto das árvores de Natal em tudo o que é canto - menos ainda nas igrejas - porque acho que elas tem uma origem meio duvidosa com um pézinho lá nos celtas (aliás, dizem que a idéia da árvore foi de Lutero, enquanto passeava por uma floresta e olhou para estrelas, tudo em perfeita harmonia) e nem das propagandas natalinas (principalmente as de celular), porque elas destroem a mensagem da Salvação que me alcançou.
Mas quero louvar ao "sol da justiça", dito por Malaquias, seguindo sua luz, como disse o próprio Jesus, em João, e cantar do jeito mais sincero: "eu sei o sentido do Natal, pois na História tem o seu lugar, Cristo veio para nos salvar, tudo Ele é pra mim."
Deus lhe abençoe e que você entenda também o sentido do Natal, em Cristo Jesus!

6 comentários:

Anônimo disse...

Acho que ninguém gostou do meu "textículo" sobre o Natal...
Ou as pessoas estavam sendo censuradas por opressão de ter que pertencer ao grupo que nos dá acesso. Se foi isso, já não há mais incômodo, pois agora é possível escrever sem ser membro do Blogger.
Foi inclusive dada voz ao tal do Anônimo; gente boa que de vez em quando escreve em todos os lugares do mundo. Este é mesmo um escritor de sucesso...
Para dizer sua opinião sobre quaisquer textos e posts em geral, basta apenas que o leitor comentarista (chique, viu?) mostre que é uma pessoa de carne que nem eu, escrevendo as letrinhas tortas abaixo, no campo designado para elas.
Bem, agora que você leu uma suposta opinião alheia e já que esta janelinha de spam se abriu aos seus olhos, comente, por favor,
de preferência assinando, as suas idéias e perspectivas acerca, de preferência, do que foi postado em questão.
Depois de tudo explicadinho assim e com este comentário dispensável, despeço-me em minha inigualável fama.

Alê disse...

Muito bom! rs

Bianca disse...

ahaha, o seu "eu-anônimo" é divertido!
Obrigada, seu texto me acrescentou algumas boas informações!

O dia em que o 'sol' tangeu a terra.

Também te desejo um ano simplesmente maravilhoso, com muitas alegrias e conquistas!!

Fique com Deus,
carinhosamente,
Bianca

Amanda Amorim disse...

Pasme...mas sabe quem me contou a origem da data do Natal?
O presidente da Liga das Escolas de Samba...rsrsrs, já sabia essa histórinha toda de festa pagã substituída, já que ela tem todo vínculo com a quaresma e com o carnaval...estranhissimo isso...mas, foi assim que soube...
Numa entrevista para trabalho de faculdade, não se preocupe, não foi em um dia de ensaio na quadra do Porto da Pedra....rs
Beijo, Andrézito!

Lael disse...

Elipse, prego, solstício, desfile de moda, festa pagã, São Sebastião, Lutero, Enciclopaedia, Libório, post anônimo... ufa... isso tudo daria uma trilogia do tipo "Senhor dos Anéis".
Ha ha ha
Tá tudo muito bom, cara.
Bjos.

luiz felipe asp disse...

Volte a escrever, malandro!

Vil Homem Simples


"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai."(João 1,v. 14)
Sempre existiu algo intangível na Palavra. Mas isso já foi quebrado.